Projetos
Uma seleção de trabalhos em formação, design, arte, audiovisual e performance.
Estamparia artesanal block priting
A oficina propõe uma experiência prática e criativa com a técnica de estamparia artesanal block printing.
Ao longo da oficina, os participantes aprendem a desenvolver um projeto de estampa, planejar padrões gráficos, criar uma matriz de gravura e aplicá-lo no tecido, resultando em uma estampa personalizada.
A proposta valoriza o fazer manual e a descoberta por meio da prática, permitindo que cada participante compreenda os princípios básicos da técnica ao mesmo tempo em que desenvolve uma composição visual autoral.
Experimentação Têxtil
Aulas regulares de estampa, corte e costura. Durante os encontros, os participantes percorrem todas as etapas do processo de criação: desenvolvem estampa autoral com block printing, experimenta composições, estampam no tecido, modelam e costuram roupas e acessórios.
Mais do que aprender técnicas, o curso é um espaço para experimentar materiais, desenvolver repertório criativo e transformar ideias em peças únicas.
Tempo Teimo - ensaio sobre a maternidade
O tempo que ora se alonga, ora se encurta. O fazer criativo da artista, o fazer criador da mãe. O tempo do relógio, o tempo da arte, o tempo de uma criança, o tempo da natureza. A teimosia de ser quem se é. A teimosia de reivindicar a alegria e o prazer. A teimosia de se encantar pela vida cotidianamente.Tempo Teimo é a expressão artística de vivências, inquietudes e buscas da artista visual Noemi Martinelle.
São obras de diferentes linguagens criadas durante a gestação, puerpério e até o primeiro ano de sua filha. A relação com o próprio corpo, o coletivo necessário para trazer uma vida ao mundo, a amamentação e as tristezas e indignações que acompanham a maternidade são alguns dos temas apresentados pelas obras.
A vivência da maternidade demandou que a artista encontrasse outras formas e tempos para dar vazão ao seu fazer criativo. Percebeu que era necessário teimar para criar, teimar em encontrar um tempo para criar. E assim veio um novo olhar sobre o próprio tempo. Foi necessário tempo para recuperar o corpo após o parto. Foi necessário tempo para conseguir voltar a produzir arte. Enquanto esses processos pareciam se alongarem, o rápido crescimento de uma criança não deixava dúvidas de que o tempo estava passando.
Como fruto desses processos, nasce Tempo Teimo. São seis obras que expressam as vivências e sentimentos da artista. Cada uma delas usa uma linguagem diferente, escolhida por ser representativa da própria mensagem que passa.
Equipe:
Noemi Martinelle - artista visual
Juliana Sada - coordenadora de comunicação
Thauanny Mesquita - produture geral
Cadu Carrasco - trilha sonora

Teima é um espaço onde o processo criativo é o centro da experiência. Um convite para começar, recomeçar e deixar que a criação se faça em movimento: o começo, o meio e o começo, o espiralar das experimentações:
soltar o traço, soltar a palavra, salvar o papel, escrever à mão.
Um tempo para mobilizar o sensível: como me afeto pelo que vejo? como transformo esse sentir em imagem, palavra, gesto?
No Teima, as fronteiras se dissolvem. Palavra vira imagem, imagem se desdobra em palavra. Cada participante mergulha em seus processos individuais, que pouco a pouco se tecem em coletivo.
O Teima acontece em 4 encontros presenciais de criação e experimentações, com conteúdos e referências artísticas, costurados com práticas, provocações e partilhas coletivas sob condução da artista visual Noemi Martinelle.

Mergulhar nos sonhos e navegar pelas diferentes possibilidades de criação artística que eles trazem. Encontrar e dialogar pra ter um ritmo e frequência de criação. Integrar um grupo de sonhadoras e sonhadores que desejam experimentar diferentes técnicas artísticas.
Quatro encontros-oficinas com diferentes mediadoras em que iremos navegar nos sonhos de cada pessoa e explorar temas e técnicas artísticas. Desenho livre e escultura em argila com Noemi Martinelle; escrita criativa com Juliana Sada; e improvisação com Ananda Carvalhosa.
Marés da Noite
Marés da Noite nos conduz por uma noite de sonhos de Juçara, uma jovem mulher grávida que viveu a tragédia de São Sebastião e lida com as feridas abertas, ao mesmo tempo em que carrega a esperança de uma nova vida dentro de si. Em seus sonhos, o episódio traumático a visita com frequência mas é também nos sonhos que ela consegue encontrar caminhos para ressignificar o trauma e ter esperança na vida novamente.
Melhor curta no 26° FICA
Marés da Noite (2024, 6’40)
Ficha técnica
Direção: Juliana Sada e Noemi Martinelle
Animação: Noemi Martinelle
Condução grupo sonhadoras: Ananda Carvalhosa
Montagem e finalização: Luciana Lima
Narração: Tereza Saci
Roteiro: Juliana Sada
Trilha sonora: Cadu Carrasco
Audiodescrição: Paula Lousada
Consultoria em audiodescrição: Edgar Jacques
Interpretação de Libras: Talita Fernanda
Legendagem descritiva: Gaia Gonçalves
Prelúdio Odara
O filme Prelúdio Odara, de Noemi Martinelle abraça a cadência do cotidiano, anima as inter-relações entre a criação, a maternidade e o tempo.As indagações sobre o corpo que gera, o corpo que pare, o corpo que amamenta, o corpo que se torna fonte de vida para outro corpo, são motes para elaborações que desenham uma linha do tempo do começo da vida.
Ficha Técnica:
Direção e animação: Noemi Martinelle
Trilha sonora: Cadu Carrasco
Exibido na 27° Mostra de Cinema de Tiradentes
Corpo-Desenho
A inquietação do corpo pandêmico, contraído, sem referências de tato, um amontoado de movimentos reprimidos e a necessidade de solta-los e criar formas. Reconhecer as partes adormecidas e observar o que elas querem dizer, quais desenhos elas criam sem referências, apenas sendo levadas pela vibração sonora e a abertura e disponibilidade de acessar o desconhecido.
Técnica: tecido e carvão
Ficha técnica:
Fotografia: Hal Wildson
Figurino: Noa @_usenoa
Música: Alma da Terra - A Macaca & Peter Power
De longe eu te vejo, de perto eu te toco
Eu não lembro de quando se vai deixando, de quando os laços se desprendem lentamente através da força que o tempo impõe, de quando as memórias se soltam através desse som que ressoa cada vez mais imperceptível e pulsional, nos sentimos cada vez menos apegados a elas, como se elas já não nos puxassem para o centro e já não dependêssemos delas para nos movermos, como se já não pertencêssemos ao instante e o que vemos, nos solta. Eu não me lembro de quando nossos corpos deixaram de habitar esses lugares escondidos, esses espaços de relações, quando nossas saudades agora vêm de longe e é normal que elas se confundam. Agora precisamos falar do já esquecido, precisamos invocar as palavras de outros, pois quando o fim se aproxima, o que reergue ruínas dos desertos, esculturas de areias, são as palavras.
Ficha Técnica
Performer: Noemi Martinelle
Fotografia: Arthur Macfadem
Música: Obatalá - Metá Matá
Jundu - memórias do território
“Maria Lídia e Rosinha” é um passeio nas memórias destas duas mulheres caiçaras nascidas e criadas no bairro de Toque Toque Grande, em São Sebastião (SP). Elas relatam vivências, causos e histórias sobre como era morar numa praia então isolado, num tempo em que não havia estradas e a principal via de acesso era o mar. Este é o primeiro episódio de “Jundu - Memórias de um território” , uma série documental animada que ilustra e dá vida a memórias e histórias do litoral norte de São Paulo.
Ficha Técnica
Direção - Paulo Alberton
Animação - Noemi Martinelle e Paulo Alberton
Gravações e Montagem - Paulo Alberton
Produção Musical - Cadu Carrasco
Acessibilidade:
Gaia Gonçalves - gestão e legendagem
Paula Lousada - audiodescrição
Talita Fernanda - interpretação de Libras
Edgard Jacques Fernandes - consultoria de audiodescrição
Design e Comunicação - Noemi Martinelle e Juliana Sada



























































